Formação que a equipa usa no dia seguinte
A diferença entre uma formação esquecida e uma formação usada decide-se antes da sessão: nos materiais com que se prepara. Se os exemplos são da empresa, o que se aprende aplica-se na segunda-feira.
Antes: recolher o trabalho real
Peço a cada participante duas tarefas que lhe ocupam tempo todas as semanas e um documento típico, anonimizado. É este material que constrói os exercícios. Sem ele, a sessão vira demonstração de ferramenta.
Nenhuma sessão avança sem material real recolhido — mesmo que atrase a data.
Durante: cada pessoa resolve a tarefa dela
Metade do tempo é prática sobre as próprias tarefas, com a ferramenta que a empresa já paga. As pessoas saem com algo pronto a usar, não com apontamentos. É também aqui que se percebe quais tarefas não vale a pena automatizar.
Se ninguém sai da sessão com um resultado utilizável, a sessão foi uma apresentação.
Depois: biblioteca interna e sessão de reforço
O que funcionou fica escrito numa biblioteca interna de instruções, com o nome de quem a criou. Aos 30 dias há uma sessão curta de reforço: o que pegou, o que não pegou e porquê. É onde se corrigem os hábitos antes de se instalarem.
Marca o reforço a 30 dias no mesmo dia em que marcas a formação.
Sinais de que a formação pegou
- A biblioteca interna cresce sem eu pedir, e com contribuições de mais do que uma pessoa.
- As dúvidas na sessão de reforço são específicas, não genéricas.
- Alguém diz que deixou de usar IA numa tarefa concreta — e explica bem porquê.
- As chefias conseguem nomear duas tarefas que ficaram mais rápidas.
Queres saber se o teu caso dá para automatizar? Falamos 30 minutos.
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