Como medir retorno de IA sem inventar números
A maioria dos números de retorno em IA é ficção construída depois do facto. Evitar isso é simples: escolhem-se duas ou três medidas antes de começar, com dados que a empresa já tem.
Medir antes, na tarefa, não na empresa
Retorno global de IA não se mede — mede-se uma tarefa. Quanto tempo leva hoje, quantas vezes por semana acontece, quantos erros gera. Uma semana de registo honesto basta para ter uma base credível.
Se não tens o número de partida, não começas: registas primeiro uma semana.
Usar dados que já existem
Tempos de resposta no e-mail, número de documentos processados, prazos cumpridos, chamadas repetidas. Estes dados já estão nas ferramentas da empresa e não dependem de ninguém preencher folhas novas.
Prefere sempre uma medida imperfeita que já existe a uma medida perfeita que exige trabalho novo.
Contar o custo todo, incluindo o teu tempo
Licenças, horas de construção, horas de formação e horas de acompanhamento. Se o cálculo só conta a licença, o retorno é sempre espectacular — e falso quando o projecto precisa de manutenção.
Inclui manutenção no cálculo desde o início: uma a duas horas por mês, por fluxo.
O quadro que uso com clientes
- Uma tarefa, dois números: tempo por ocorrência e ocorrências por semana.
- Um custo total: licenças, implementação, formação e manutenção anual.
- Uma data de revisão a 30 e a 90 dias, marcada antes de começar.
- Uma decisão explícita em cada revisão: manter, alargar ou desligar.
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